segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO UCRANIANA É DESTAQUE EM JORNAL DE CURITIBA
As comemorações alusivas aos 100 anos da Imigração Ucraniana no município de Ivaí-PR foram destaque no Jornal Slava Issussu Cristu, da Eparquia São João Batista, de Curitiba-PR. Para ver a matéria na íntegra bem como a edição completa do Jornal, clique: AQUI
terça-feira, 25 de agosto de 2009
REVISTA EXCLUSIVA DO CENTENÁRIO
Em alusão ao centenário da Imigração Ucraniana no Município de Ivaí, foi lançada a edição especial da Revista Exclusiva abordando temas relativos aos 100 anos da chegada dos primeiros imigrantes na região.
A revista teve seu lançamento oficial no dia 4 de julho de 2009 em razão das comemorações festivas do centenário contando com grande participação da comunidade católica ucraniana, autoridades e do público em geral que prestigiou os festejos. Após o lançamento, a revista começou a ser comercializada pelo preço simbólico de R$5,00, onde foi vendida num estande.
Os interessados ainda poderão adquirir os exemplares da revista no escritório paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e na Loja Casa Barbosa, na cidade de Ivaí.
O lançamento da revista e as demais atividades só foram possíveis graças aos colaboradores que de diferentes formas tornaram possível a realização e do comércio local.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
24 de agosto: Dia Nacional da Comunidade Ucraniana
FOTO ACIMA: IGREJA MATRIZ SAGRADO CORAÇÃO DE IVAÍ-PR, FOTO ABAIXO: DEP. EST. ÂNGELO VANHONI E IGREJA DE SÃO MIGUEL ARCANJO, EM MALLET-PRFoi publicado hoje no Diário Oficial da Camara dos Deputados o Projeto de Lei 4324/2008 que institui o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana.A partir desta data, contam-se 5 sessões ordinárias do Plenário para recurso caso algum deputado queira se manifestar. Após essas 5 sessões o Projeto retorna para a Comissão de Constituição e Justiça para redação final e posterior encaminhamento para a aprovação do Senado.Após analisado e aprovado no Senado segue para a assinatura pelo Presidente da República e publicação no Diário Oficial da União.
PROJETO DE LEI N.º 4324/2008(Do Sr. Angelo Vanhoni)Institui o dia 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, com fundamento no § 2.º do Art. 215 da Constituição Federal.O Congresso Nacional decreta:Art. 1o É instituído o dia 24 de agosto como Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, passando a integrar o calendário oficial da República Federativa do Brasil.Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVAO Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com aproximadamente 500 mil pessoas, entre ucranianos e descendentes, 75% deles vivendo no Estado do Paraná com destaque para os municípios de Prudentópolis, Mallet e a região metropolitana de Curitiba. A língua ucraniana ainda é falada pelas gerações mais antigas, todavia a maioria dos jovens atualmente fala apenas o português. Os ucranianos formaram o segundo maior contingente eslavo a imigrar para o Brasil. A imigração de ucranianos para o Brasil começou efetivamente nos anos de 1895-96. Em apenas dois anos, cerca de 15 mil ucranianos desembarcaram no Brasil. A grande maioria foi encaminhada para o Paraná, onde se tornaram pequenos agricultores. Até a década de 1920, aproximadamente 50 mil ucranianos imigraram para o Brasil, a maior parte proveniente da Galícia, região ocidental. O número de imigrantes, de fato, deve ter sido ligeiramente maior, tendo em vista que parte da Ucrânia estava dominada pelo Império Austro-Húngaro e pela Polônia, e muitos imigrantes possuíam passaporte austríaco ou polonês.A permanência dessas culturas representa uma ligação mais afetiva do que efetiva com os países de origem, em sociedades quase isoladas na vastidão do nosso território. No caso dos ucranianos, prevaleceu a religiosidade como fator de coesão interna e tradição cultural, embora traços laicos também tenham permanecido. Em que pese a semelhança dos ritos das igrejas ortodoxa e católica, a caracterização arquitetônica das cúpulas criou uma especificidade que é marcante nessas regiões. Mais de 300 igrejas com suas cúpulas bizantinas marcam a presença na paisagem do sul do Brasil. Não só a cúpula as caracteriza, mas também a planta – espaços internos e externos – e ornamentos, fortemente vinculados à origem dos construtores. Como muitas das arquiteturas paranaenses, também as igrejas ucranianas foram construídas com a então abundante madeira da Araucária. Num processo bastante comum, foram sendo substituídas ao longo do tempo por igrejas de alvenaria que, embora atestem o zelo dessas comunidades por seus templos, implicam na perda de tecnologias específicas e caracterizadamente regionais e de importância nacional.Esta proposta está respaldada pela Constituição Federal que no § 2.º do Art. 215 expressa que a lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais. No caput do mesmo dispositivo afirma a Constituição Federal que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais e pela Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial em 2003, da UNESCO, na qual se reconhece a “profunda interdependência entre patrimônio cultural imaterial e o patrimônio material cultural e natural”. É nessa noção integral de patrimônio cultural, que proponho o dia 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana como data simbólica para reconhecer a expressão cultural destas comunidades que perpassa pelas tradições, códigos e significados do povo ucraniano.Na data do dia 24 de agosto no ano de 1991 o parlamento ucraniano declarou a Independência da Ucrânia ansiada pela comunidade. Nessa data, em todo o Brasil, a comunidade ucraniana realiza atos festivos. Em particular, no Memorial Ucraniano em Curitiba, a comunidade ucraniana reúne-se com seus trajes e grupos folclóricos para lembrar a data. A Assembléia Legislativa do Estado, por unanimidade, já votou lei reconhecendo em seu território a data como o dia da comunidade ucraniana.Pela importância da matéria esperamos contar com o apoio dos nobres Pares para esta iniciativa que reconhece e homenageia os ucranianos, como um dos povos responsáveis na formação da sociedade brasileira.Sala das Sessões, 2008.Deputado Angelo Vanhoni – PT/PR
PROJETO DE LEI N.º 4324/2008(Do Sr. Angelo Vanhoni)Institui o dia 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, com fundamento no § 2.º do Art. 215 da Constituição Federal.O Congresso Nacional decreta:Art. 1o É instituído o dia 24 de agosto como Dia Nacional da Comunidade Ucraniana, passando a integrar o calendário oficial da República Federativa do Brasil.Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVAO Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com aproximadamente 500 mil pessoas, entre ucranianos e descendentes, 75% deles vivendo no Estado do Paraná com destaque para os municípios de Prudentópolis, Mallet e a região metropolitana de Curitiba. A língua ucraniana ainda é falada pelas gerações mais antigas, todavia a maioria dos jovens atualmente fala apenas o português. Os ucranianos formaram o segundo maior contingente eslavo a imigrar para o Brasil. A imigração de ucranianos para o Brasil começou efetivamente nos anos de 1895-96. Em apenas dois anos, cerca de 15 mil ucranianos desembarcaram no Brasil. A grande maioria foi encaminhada para o Paraná, onde se tornaram pequenos agricultores. Até a década de 1920, aproximadamente 50 mil ucranianos imigraram para o Brasil, a maior parte proveniente da Galícia, região ocidental. O número de imigrantes, de fato, deve ter sido ligeiramente maior, tendo em vista que parte da Ucrânia estava dominada pelo Império Austro-Húngaro e pela Polônia, e muitos imigrantes possuíam passaporte austríaco ou polonês.A permanência dessas culturas representa uma ligação mais afetiva do que efetiva com os países de origem, em sociedades quase isoladas na vastidão do nosso território. No caso dos ucranianos, prevaleceu a religiosidade como fator de coesão interna e tradição cultural, embora traços laicos também tenham permanecido. Em que pese a semelhança dos ritos das igrejas ortodoxa e católica, a caracterização arquitetônica das cúpulas criou uma especificidade que é marcante nessas regiões. Mais de 300 igrejas com suas cúpulas bizantinas marcam a presença na paisagem do sul do Brasil. Não só a cúpula as caracteriza, mas também a planta – espaços internos e externos – e ornamentos, fortemente vinculados à origem dos construtores. Como muitas das arquiteturas paranaenses, também as igrejas ucranianas foram construídas com a então abundante madeira da Araucária. Num processo bastante comum, foram sendo substituídas ao longo do tempo por igrejas de alvenaria que, embora atestem o zelo dessas comunidades por seus templos, implicam na perda de tecnologias específicas e caracterizadamente regionais e de importância nacional.Esta proposta está respaldada pela Constituição Federal que no § 2.º do Art. 215 expressa que a lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais. No caput do mesmo dispositivo afirma a Constituição Federal que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais e pela Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial em 2003, da UNESCO, na qual se reconhece a “profunda interdependência entre patrimônio cultural imaterial e o patrimônio material cultural e natural”. É nessa noção integral de patrimônio cultural, que proponho o dia 24 de agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana como data simbólica para reconhecer a expressão cultural destas comunidades que perpassa pelas tradições, códigos e significados do povo ucraniano.Na data do dia 24 de agosto no ano de 1991 o parlamento ucraniano declarou a Independência da Ucrânia ansiada pela comunidade. Nessa data, em todo o Brasil, a comunidade ucraniana realiza atos festivos. Em particular, no Memorial Ucraniano em Curitiba, a comunidade ucraniana reúne-se com seus trajes e grupos folclóricos para lembrar a data. A Assembléia Legislativa do Estado, por unanimidade, já votou lei reconhecendo em seu território a data como o dia da comunidade ucraniana.Pela importância da matéria esperamos contar com o apoio dos nobres Pares para esta iniciativa que reconhece e homenageia os ucranianos, como um dos povos responsáveis na formação da sociedade brasileira.Sala das Sessões, 2008.Deputado Angelo Vanhoni – PT/PR
Fonte: Blog do Vanhoni
terça-feira, 30 de junho de 2009
Imigração Ucraniana: um século, uma saga e os festejos (matéria publicada no Jornal Folha de Irati)
A comunidade ivaiense está em festa, em virtude do centenário da imigração ucraniana, comemorado nos anos de 2008 e 2009, em razão da chegada de uma etnia de grande importância religiosa, artística e cultural nas terras onde atualmente localiza-se o município de Ivaí.
Segundo relatos da população local e documentos, os primeiros imigrantes chegaram por volta dos anos de 1908 e 1909, vindos da Europa, mais propriamente da Galícia Oriental, região que atualmente pertence aos territórios da Ucrânia e Polônia.
As primeiras famílias que chegaram à região estabeleceram-se em barracas improvisadas por cerca de três meses, até que o governo daquela época dividisse os lotes de terras, para futuramente construírem suas moradias, derrubarem a floresta e fazerem as lavouras. Enfrentaram inúmeras dificuldades, tais como clima diferente, mata fechada, falta de ferramentas, ausência de assistência técnica, idioma diferente, relevo acidentado e tantos outros desafios que somente foram superados com muita fé, trabalho e persistência. Além de se adaptarem à nova terra, conseguiram manter vivas as suas tradições culturais, muitas delas presentes até hoje.
A religiosidade é uma relevante característica dos ucranianos e seus descendentes, sendo que ainda se conserva o Rito Bizantino, marcado pelas celebrações em idioma ucraniano. As igrejas ainda guardam importantes manifestações artísticas em seu interior, com destaque para as pinturas, que simbolizam a fé cristã. Em Ivaí, existe a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, o Noviciado Nossa Senhora do Amparo, o Seminário e diversas capelas na área rural do município, mostrando a grande força religiosa presente na cultura ucraniana.
SÍMBOLOS, VALORES
As pêssankas são ovos decorados com símbolos cristãos, sendo que cada símbolo possui um significado diferente. Esses ovos são entregues como presentes para amigos em ocasião da Páscoa, sendo uma tradição milenar existente antes mesmo da introdução do cristianismo na Ucrânia.
A arquitetura ucraniana também é uma das características culturais ainda presentes principalmente nas colônias, com destaque para os casarões antigos com sótão e com varandas com detalhes em madeira (lambrequins). As igrejas possuem suas cúpulas características, em que as abóbadas lembram a arcada celeste sobre a Terra.
Os casamentos típicos ainda são comuns entre descendentes de ucranianos na região, com destaque para a cerimônia característica e os festejos, como tradicional o "korovai", tipo de pão doce, enfeitado e decorado conforme a tradição. Os convidados dançam em torno deste pão e depois o partilham com todo o público presente, como forma de agradecimento.
Graças a estas e outras manifestações culturais ainda presentes é que se mantém viva a tradição trazida da Europa e enriquecida em solo brasileiro e presente até os dias atuais.
HISTÓRIA
A história da imigração ucraniana na região sempre caminhou junto com a história de Ivaí, sendo que um dos núcleos populacionais denominado de Miguel Calmon elevou-se ao título de distrito no ano de 1924, pertencendo ao município de Ipiranga (PR), permanecendo até o ano de 1961, quando foi emancipado como município, no dia 10 de junho desse ano, passando a se chamar simplesmente Ivaí.
Durante estes 100 anos, Ivaí teve diversos eventos de relevância para a cultura ucraniana, com destaque para o 12° Congresso da Juventude Ucraíno-brasileira, que ocorreu no ano de 1985, com a participação de mais de 500 jovens vindos dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. No biênio 2002/2003, o município foi sede nacional da Ajub (Associação da Juventude Ucraíno Brasileira), representando o resgate e a preservação da cultura, assim como diversas atividades de cunho social, apoiando os grupos de jovens e grupos folclóricos.
Em alusão ao centenário da imigração, no ano de 2008 o município sediou o encontro do Mej (Movimento Eucarístico Jovem), com presença de jovens de diversas comunidades de Ivaí e de outros municípios; Inauguração do Portal (monumento dos 100 anos); dias de oração pelas vocações; Santas Missões; e encontro de casais.
Dando continuidade à programação do centenário, no ano de 2009 foi montada uma comissão para tratar de assuntos do centenário, sendo que foram elaborados diversos textos e fotografias que foram reunidos em uma revista, que será lançada no mês de julho deste ano. Também em parceria com os Correios e Prefeitura Municipal, criou-se um selo comemorativo, além da divulgação na internet e outros meio de comunicação local.
Nos próximos dias 3, 4 e 5 de julho, ocorrerão os demais festejos do centenário, com lançamento do livro "100 anos dos Ucranianos em Ivaí e um de seus Filhos", de autoria do Bispo Dom Efraim Krevey, nascido em Ivaí. Haverá ainda o lançamento da Revista exclusiva do centenário; apresentação do Grupo Folclórico Ivan Kupalo, de Irati; exposição histórico-cultural; exposição de selos sobre a vida de Cristo; exposição sobre o massacre Holomodor; bingo com prêmios de R$ 8000,00; e diversas outras atrações.
Em nome de toda comunidade ucraniana de Ivaí, convidamos a todos para prestigiarem os eventos do centenário, e para conhecerem o blog que a comunidade mantém na internet: http://www.comunidadeucranianadeivai.blogspot.com/.
(José Márcio Bobek, Anderson Gibathe e Ângela Maria Kolitski)
Foto: Patrícia Taradenko
Segundo relatos da população local e documentos, os primeiros imigrantes chegaram por volta dos anos de 1908 e 1909, vindos da Europa, mais propriamente da Galícia Oriental, região que atualmente pertence aos territórios da Ucrânia e Polônia.
As primeiras famílias que chegaram à região estabeleceram-se em barracas improvisadas por cerca de três meses, até que o governo daquela época dividisse os lotes de terras, para futuramente construírem suas moradias, derrubarem a floresta e fazerem as lavouras. Enfrentaram inúmeras dificuldades, tais como clima diferente, mata fechada, falta de ferramentas, ausência de assistência técnica, idioma diferente, relevo acidentado e tantos outros desafios que somente foram superados com muita fé, trabalho e persistência. Além de se adaptarem à nova terra, conseguiram manter vivas as suas tradições culturais, muitas delas presentes até hoje.
A religiosidade é uma relevante característica dos ucranianos e seus descendentes, sendo que ainda se conserva o Rito Bizantino, marcado pelas celebrações em idioma ucraniano. As igrejas ainda guardam importantes manifestações artísticas em seu interior, com destaque para as pinturas, que simbolizam a fé cristã. Em Ivaí, existe a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, o Noviciado Nossa Senhora do Amparo, o Seminário e diversas capelas na área rural do município, mostrando a grande força religiosa presente na cultura ucraniana.
SÍMBOLOS, VALORES
As pêssankas são ovos decorados com símbolos cristãos, sendo que cada símbolo possui um significado diferente. Esses ovos são entregues como presentes para amigos em ocasião da Páscoa, sendo uma tradição milenar existente antes mesmo da introdução do cristianismo na Ucrânia.
A arquitetura ucraniana também é uma das características culturais ainda presentes principalmente nas colônias, com destaque para os casarões antigos com sótão e com varandas com detalhes em madeira (lambrequins). As igrejas possuem suas cúpulas características, em que as abóbadas lembram a arcada celeste sobre a Terra.
Os casamentos típicos ainda são comuns entre descendentes de ucranianos na região, com destaque para a cerimônia característica e os festejos, como tradicional o "korovai", tipo de pão doce, enfeitado e decorado conforme a tradição. Os convidados dançam em torno deste pão e depois o partilham com todo o público presente, como forma de agradecimento.
Graças a estas e outras manifestações culturais ainda presentes é que se mantém viva a tradição trazida da Europa e enriquecida em solo brasileiro e presente até os dias atuais.
HISTÓRIA
A história da imigração ucraniana na região sempre caminhou junto com a história de Ivaí, sendo que um dos núcleos populacionais denominado de Miguel Calmon elevou-se ao título de distrito no ano de 1924, pertencendo ao município de Ipiranga (PR), permanecendo até o ano de 1961, quando foi emancipado como município, no dia 10 de junho desse ano, passando a se chamar simplesmente Ivaí.
Durante estes 100 anos, Ivaí teve diversos eventos de relevância para a cultura ucraniana, com destaque para o 12° Congresso da Juventude Ucraíno-brasileira, que ocorreu no ano de 1985, com a participação de mais de 500 jovens vindos dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Paraná. No biênio 2002/2003, o município foi sede nacional da Ajub (Associação da Juventude Ucraíno Brasileira), representando o resgate e a preservação da cultura, assim como diversas atividades de cunho social, apoiando os grupos de jovens e grupos folclóricos.
Em alusão ao centenário da imigração, no ano de 2008 o município sediou o encontro do Mej (Movimento Eucarístico Jovem), com presença de jovens de diversas comunidades de Ivaí e de outros municípios; Inauguração do Portal (monumento dos 100 anos); dias de oração pelas vocações; Santas Missões; e encontro de casais.
Dando continuidade à programação do centenário, no ano de 2009 foi montada uma comissão para tratar de assuntos do centenário, sendo que foram elaborados diversos textos e fotografias que foram reunidos em uma revista, que será lançada no mês de julho deste ano. Também em parceria com os Correios e Prefeitura Municipal, criou-se um selo comemorativo, além da divulgação na internet e outros meio de comunicação local.
Nos próximos dias 3, 4 e 5 de julho, ocorrerão os demais festejos do centenário, com lançamento do livro "100 anos dos Ucranianos em Ivaí e um de seus Filhos", de autoria do Bispo Dom Efraim Krevey, nascido em Ivaí. Haverá ainda o lançamento da Revista exclusiva do centenário; apresentação do Grupo Folclórico Ivan Kupalo, de Irati; exposição histórico-cultural; exposição de selos sobre a vida de Cristo; exposição sobre o massacre Holomodor; bingo com prêmios de R$ 8000,00; e diversas outras atrações.
Em nome de toda comunidade ucraniana de Ivaí, convidamos a todos para prestigiarem os eventos do centenário, e para conhecerem o blog que a comunidade mantém na internet: http://www.comunidadeucranianadeivai.blogspot.com/.
(José Márcio Bobek, Anderson Gibathe e Ângela Maria Kolitski)
Foto: Patrícia Taradenko
quinta-feira, 18 de junho de 2009
VEM AÍ... A FESTA DO CENTENÁRIO!!!
FESTA DO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO UCRANIANA EM IVAÍ-PRDIA 3 (SEXTA-FEIRA):
*TEATRO CAIPIRA, BINGUINHO, TORNEIO DE TRUCO, SERVIÇOS DE COZINHA EM GERAL.
DIA 4 (SÁBADO):
*18:00-DIVINA LITURGIA CELEBRADA PELO BISPO DOM MERON MAZUR
*19:00-EVENTO CULTURAL COM SOLENIDADE DE ABERTURA, LANÇAMENTO DO SELO COMEMORATIVO, LANÇAMENTO DO LIVRO "100 ANOS DOS UCRANIANOS EM IVAI E UM DE SEUS FILHOS", LANÇAMENTO DA EDIÇÃO ESPECIAL DA REVISTA EXCLUSIVA, SHOW DE DANÇAS UCRANINAS COM O GRUPO FOLCLÓRICO UCRANIANO IVAN KUPALO DE IRATI-PR
*SHOW DE FOGOS DE ARTIFÍCIO
*BARRAQUINHA COMPLETA
*EXPOSIÇAÕ FILATÉLICA SOBRE A VIDA DE CRISTO
*EXPOSIÇÃO HISTÓRICO-CULTURAL DO CENTENÁRIO
*EXPOSIÇÃO SOBREO "HOLOMODOR" (EXTERMÍNIO PELA FOME DO POVO UCRANIANO NOS ANOS 1931/1932)
DIA 5 (DOMINGO):
*9:30: RECEPÇÃO SOLENE AO EPARCA DOM VOLEDEMER KOUEBTCH E BISPOS AUXILIARES: DOM MERON MAZUR, DOM DANIEL KOSLINSKI E BISPO EMÉRITO DOM EFRAIM KREVEY
*10:00: SOLENE LITURGIA
*12:00: ALMOÇO FESTIVO
A TARDE:
BINGÃO: 1 LINHA = 1 CARTEIRA DE HABILITAÇÃO AB 2 LINHAS=R$2000,00 E CARTELA CHEIA=R$ 8000,00.
>>PELA SUA ILUSTRE PRESENÇA, DESDE JÁ A COMUNIDADE UCRANIANA DE IVAÍ AGRADECE!!!!
(FOTO ACIMA: SELO COMEMORATIVO DO CENTENÁRIO)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
MATERIAL USADO COMO BASE PARA PESQUISAS
Como base para estudos sobre a História e cultura dos ucranianos na região de Ivaí-PR são usados materiais como fotografias, livros de atas, recortes de jornais e outrso objetos que somados ao conhecimento da spessoas resulta numa compreensão mais ampla de como ocorreu o processo da imigração e adaptação do ucranianos na nova terra, bem como a manutenção da cultura até os dias atuais.
O material usado provém do acervo da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e de acervos particulares de pessoas que possuem algum tipo de ligação com a cultura ucraniana da região. Através das fotos é possível se ter noção de como era a região de Ivaí e a cultura ucraniana no passado.
As pessoas que possuem algum tipo de material relativo ao centenário da imigração ucranian ade Ivaí e queiram colaborar com o resgate histórico emprestando ou doando o material pode entrar em contato com o escritório paroquial ou procurar um dos membros da comissão do centenário.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
O QUE SÃO PÊSSANKAS

Na história do povo ucraniano sempre esteve presente uma tradição de colorir ovos na época em que o Sol voltava triunfante, eliminando a neve que cobria a rica terra negra da Ucrânia. Em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios desta arte a mais de 3.000 anos antes de Cristo, sendo que naquela época, eram utilizadas ferramentas muito rústicas para se confeccionar uma pêssanka. A explicação para o interesse do ser humano antigo pelo ovo, está no fato do mesmo possuir uma magia incrível, pois de uma forma simples e rude, surgiria a vida.
Com o passar dos anos, as ferramentas gradativamente evoluíram e com elas o homem conseguiu melhorar suas condições materiais e também os resultados da suas pinturas em ovos, surgindo melhores definições daquilo que desejava expressar.
Os ucranianos, em paridade com todos os povos antigos, veneravam a natureza e os regentes dos elementos. Assim como outros povos antigos veneravam o Sol com Apolo e seu carro puxado por leões, os ucranianos reconheciam no mesmo astro, o Dajbóh, e à ele ofereciam homenagens, pois novamente traria luz e calor para a Terra. O verde substituiria o branco da neve, as flores voltariam a desabrochar, as árvores ofereceriam seus frutos novamente e o povo poderia trabalhar a terra para obter seu sustento.
A festa da Primavera era um evento alegre, era acendida uma grande fogueira no meio da aldeia e todos comemoravam a chegada de Dajbóh, no exato momento do Solstício de Primavera. Desde o início deste dia o povo estava em festa. Oferecia seus presentes ao regente Dajbóh e entre os mesmos estavam as pêssankas. Nelas estavam gravados os raios de luz que seriam oferecidos à terra, a partir desta importante data do povo antigo.
Também nesta festa eram oferecidas pêssankas aos entes da natureza, fazendo seus agradecimentos pelas colheitas e também firmando seus pedidos para que a terra continuasse produzindo aquilo que necessitavam para viver. Estas pêssankas eram enterradas no campo, nas lavouras, pois deveriam ser presentes aos amados entes da natureza.
Neste tempo anterior ao cristianismo, o povo tinha suas crenças voltadas para aquilo que via e sentia. Era uma época em que mais do que nunca, o ucraniano estava ligado à natureza, sua fonte de vida e energia. Em 988, através do Príncipe Volodymir, a Ucrânia é batizada nas margens do Rio Dnipró, passando a adotar o cristianismo como religião oficial. O povo absorveu essa mudança, mas não aceitou abandonar seus antigos rituais, como as Festas da Primavera.
A solução encontrada pelo clero foi a adaptação deste antigos costumes, como símbolos cristãos, ou seja, permitiam e até apoiavam o povo à manter essas tradições consideradas pagãs, mas lhes incutiam um simbolismo correlato ao cristianismo.
A antiga e tradicional Festa da Primavera, transformou-se na Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido da ocasião festiva.As pêssankas, continuaram existindo, o povo não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus sentimentos, mas o clero religioso fez com que se abandonassem as crenças nos entes da natureza, deviam ser extintos os costumes tidos como pagãos.
As pessoas passaram então a fazer pêssankas para dar aos parentes e amigos respeitados, na época da Páscoa, para demonstrar tudo aquilo que desejavam para seus entes queridos. As pequenas obras de arte também passaram a aparecer em datas importantes, como casamentos e nascimentos, como materialização das boas intenções que se queria expressar.
Na conturbada história da Ucrânia, o povo passou por muitos períodos de instabilidade social, tendo muitas vezes a miséria e a opressão imperando sobre seus lares. Domínios russos, poloneses, austríacos, húngaros, duas guerras mundiais, o comunismo ... e as pêssankas continuam acompanhando a vida desta gente, que veio para o Brasil em busca de um futuro melhor para seus filhos, trazendo na bagagem uma cultura milenar, que hoje respira a liberdade.
A Ucrânia, em 1991 finalmente adquiriu sua independência, exigida pela população que saiu às ruas e hoje, além da seu valor cultural, simbólico e artístico, as pêssankas passaram a ser um símbolo de longevidade para uma Ucrânia livre e independente.
Com o passar dos anos, as ferramentas gradativamente evoluíram e com elas o homem conseguiu melhorar suas condições materiais e também os resultados da suas pinturas em ovos, surgindo melhores definições daquilo que desejava expressar.
Os ucranianos, em paridade com todos os povos antigos, veneravam a natureza e os regentes dos elementos. Assim como outros povos antigos veneravam o Sol com Apolo e seu carro puxado por leões, os ucranianos reconheciam no mesmo astro, o Dajbóh, e à ele ofereciam homenagens, pois novamente traria luz e calor para a Terra. O verde substituiria o branco da neve, as flores voltariam a desabrochar, as árvores ofereceriam seus frutos novamente e o povo poderia trabalhar a terra para obter seu sustento.
A festa da Primavera era um evento alegre, era acendida uma grande fogueira no meio da aldeia e todos comemoravam a chegada de Dajbóh, no exato momento do Solstício de Primavera. Desde o início deste dia o povo estava em festa. Oferecia seus presentes ao regente Dajbóh e entre os mesmos estavam as pêssankas. Nelas estavam gravados os raios de luz que seriam oferecidos à terra, a partir desta importante data do povo antigo.
Também nesta festa eram oferecidas pêssankas aos entes da natureza, fazendo seus agradecimentos pelas colheitas e também firmando seus pedidos para que a terra continuasse produzindo aquilo que necessitavam para viver. Estas pêssankas eram enterradas no campo, nas lavouras, pois deveriam ser presentes aos amados entes da natureza.
Neste tempo anterior ao cristianismo, o povo tinha suas crenças voltadas para aquilo que via e sentia. Era uma época em que mais do que nunca, o ucraniano estava ligado à natureza, sua fonte de vida e energia. Em 988, através do Príncipe Volodymir, a Ucrânia é batizada nas margens do Rio Dnipró, passando a adotar o cristianismo como religião oficial. O povo absorveu essa mudança, mas não aceitou abandonar seus antigos rituais, como as Festas da Primavera.
A solução encontrada pelo clero foi a adaptação deste antigos costumes, como símbolos cristãos, ou seja, permitiam e até apoiavam o povo à manter essas tradições consideradas pagãs, mas lhes incutiam um simbolismo correlato ao cristianismo.
A antiga e tradicional Festa da Primavera, transformou-se na Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido da ocasião festiva.As pêssankas, continuaram existindo, o povo não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus sentimentos, mas o clero religioso fez com que se abandonassem as crenças nos entes da natureza, deviam ser extintos os costumes tidos como pagãos.
As pessoas passaram então a fazer pêssankas para dar aos parentes e amigos respeitados, na época da Páscoa, para demonstrar tudo aquilo que desejavam para seus entes queridos. As pequenas obras de arte também passaram a aparecer em datas importantes, como casamentos e nascimentos, como materialização das boas intenções que se queria expressar.
Na conturbada história da Ucrânia, o povo passou por muitos períodos de instabilidade social, tendo muitas vezes a miséria e a opressão imperando sobre seus lares. Domínios russos, poloneses, austríacos, húngaros, duas guerras mundiais, o comunismo ... e as pêssankas continuam acompanhando a vida desta gente, que veio para o Brasil em busca de um futuro melhor para seus filhos, trazendo na bagagem uma cultura milenar, que hoje respira a liberdade.
A Ucrânia, em 1991 finalmente adquiriu sua independência, exigida pela população que saiu às ruas e hoje, além da seu valor cultural, simbólico e artístico, as pêssankas passaram a ser um símbolo de longevidade para uma Ucrânia livre e independente.
FONTE: www.pessanka.com.br
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